Pode parecer óbvio o título acima, e até de certa forma, ridículo. Mas a realidade de nossos dias é justamente essa: pessoas não são máquinas, pessoas são pessoas; pessoas não são números, pessoas são pessoas; pessoas não são projetos, programas ou eventos. São apenas seres humanos.

São inúmeros os títulos de livros que falam sobre liderança, os aspectos, os hábitos, os erros para se evitar, enfim, como ser líder. E em todos eles, ou pelo menos na maioria, o líder é uma pessoa que não se relaciona, ele manda! Não pode ter fraqueza ou demonstrar sentimentos. Pra mim isso é lixo.

E muitas igrejas adotam esse modelo de liderança, encontrada de forma única (no pastor ditador) ou então coletivamente (igrejas em células ou semelhantes). Arrancam os sentimentos, desprezam os sinais que a alma e o corpo envia para dizer: Calma, vá com calma, você precisa relaxar. E pior, imprime taxativamente esse modelo em seus membros.

Como referência ao meu texto, cito os textos de minha amiga Cibele que postei anteriormente, para ver clique aqui, e também o texto do Thiago, sobre Lucas 24: 41 a 43, clique aqui.

Jesus não teve medo de mostrar sua humanidade, sua vulnerabilidade. Não quis ser igual a Deus (filipenses 2: 5 a 8), mas demonstrando toda sua humanidade, se relacionou com pessoas que em sua época, não mereciam respeito, muito menos que fossem dirigidas palavras de qualquer outra pessoa.

Recentemente assisti o filme, Conversando com Deus, e achei interessante o fato que ele cita: Muitas das respostas que Deus nos dá, é através das pessoas que passam em nossas vidas. Se desejamos respostas, devemos prestar atenção ao nosso redor. Se desejamos crescer na fé, Deus vai usar pessoas e situações para isso.

Posso citar também o caso daquele pai austríaco, Josef Fritzl, que sequestrou, prendeu e estuprou a própria filha durante 24 anos. Os filhos que nasceram desse relacionamento, viveram sempre escondidos num porão, e quando sairam pela primeira vez, teve que se tomar diversos cuidados, inclusive de infecções e bactérias, pois eles não tinham imunidade desenvolvida para isso.

Se não nos relacionamos, não criamos defesas naturais para surpresas. Se nos desviamos das pessoas, somos imaturos para resolver qualquer tipo de problema. Voltando ao assunto da liderança. Os líderes evangélicos estão fugindo desse princípio básico: relacionamento.

Colocam um peso nas costas de seus membros: peso numérico, peso ativista. Faça, faça, faça, não pergunte! Pessoas são pessoas, não são máquinas nem números.

Para encerrar deixo a mensagem de Jesus em Mateus 23: 1 a 11.