É interessante como algumas coisas acontecem por acaso, ou por coincidência, diriam algumas pessoas, mas ontem foi a segunda vez que “por acaso” assisto um episódio do seriado D. House.
E o curioso disso, que nos dois episódios, há uma luta aparente (muitas vezes nem tão aparente assim) entre o House e Deus. Não sei se é essa a proposta dos autores do seriado ou foi “por acaso” mesmo que eu vi episódios com temas semelhantes. O detalhe, óbvio por sinal, que só o House desfere golpes contra Deus. Digo óbvio, porque não há nenhum ator representando a Divindade. Portanto fica no subconsciente, tanto do médico quanto nosso, o outro oponente desta luta, apenas mencionado por palavras.
E ontem, era a história de uma guria que fora violentada sexualmente e pelo que entendi, até onde o sono permitiu, estava com DST e grávida. E contrariando as normas, escolheu o House para acompanhá-la. E num determinado momento, eles estão num parque ao ar livre, e ele a questiona sobre o senso de justiça dela e a sua confiança em Deus. Se ela, ou até a criança, merecia ter um futuro que não escolheu. Ela por sua vez, o questiona sobre o que ele estava fazendo ali então, se ele não acreditava no futuro.
Foi um mergulho no passado na vida de House.
Mas eu escrevi isso tudo, porque fiquei me perguntando: viver vale a pena? Passar por sofrimentos e problemas todo os dias, vale a pena? Será que as alegrias que temos, e geralmente são poucas, compensam a dor e as lágrimas?
Ainda estou me questionando sobre isso, sobre as injustiças e sofrimentos, não que eu deixei de crer em Deus, como o D. House. Mas também não posso ser conformado e aceitar, engolir tudo que me é passado como sendo fé. Na realidade estou meio confuso, este texto está meio confuso. Minha mente tenta organizar as palavras para compreendê-las, mas não consegue.
Pela ótica da guria do seriado, viver vale a pena pela criança que está sendo gerada, e é injustiça tirar o direito dela pela vida; mas para ela que foi violentada, olhando para si mesma, ela tem todo direito de “apagar” qualquer rastro deste sofrimento, ou seja, cometer aborto.
Talvez, quando começarmos a olhar para os outros e suas necessidades, a vida valerá a pena. Toda tristeza valerá a pena, cada lágrima valerá a pena. Quando deixarmos de lado nosso EU. Quando a nossa razão de viver for gerar vida para o próximo, dar condições de crescimento e amadurecimento pessoal, tudo valerá a pena. Quem sabe aí viveremos a plenitude do cristianismo.
Para finalizar deixo dois textos que foram minhas reflexões nesse momento, clique para lê-los. II Coríntios 4; do 8 ao 18 e Isaías 53; 11.

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