Sinto saudades
23 fevereiro, 2010
Sinto saudades de um tempo.
Dizem que sentir saudades do passado é perder tempo. Mas se eu desejo perder tempo, que eu perca de uma maneira agradável, com algo que me traz boas lembranças.
Sinto saudades da escola onde estudei desde o pré até a oitava série (hoje tem outro nome), lá todos me conheciam, desde a faxineira até o diretor, da professora de português até o tiozinho da lanchonete, que aliás, fazia ótimos sanduíches de mortadela frita com queijo. Não sobrava um.
Também sinto falta do tempo que eu comecei a sair sozinho para cinemas e shoppings, lá pelos 14 ou 15 anos. E na tentativa de querer ser rebelde, onde junto com alguns amigos, comprávamos cigarros escondidos e ficávamos fumando no shopping para parecer mais velhos ou descolados, quanta ignorância. E pensando que desta forma, iríamos atrair as garotas.
Sinto falta das garoas de sampa, do frio, das ruas, da suave canção da madrugada afinada com o apito do guarda noturno. Da caneca de chocolate quente, das macarronadas, sou saudosista sim e acho que sofro por isso.
Das saídas noturnas, noites em claro nos finais de semana. Baladas e danceterias. Muita música, muita festa, muita alegria e nenhuma rebeldia, há não ser, claro, a rebeldia natural de ser jovem e acreditar que podíamos mudar o sistema, o mundo. Sim, o sonho não acabou, ele só mudou de cor.
Mas o que mais me doi, e o que faz valer a pena lembrar de tudo isso, são as pessoas que passaram pela minha vida, seja por um momento, por um dia ou por mais tempo. Eu sou o que vcs me ensinaram.
A rua me ensinou, os momentos me ensinaram, e principalmente, as pessoas me fizeram ser o que sou.
Hoje, só tenho mesmo as lembranças e uma tristeza. Será que as pessoas, ou a maioria delas, lembram do que fizemos assim como eu lembro delas? Será que eu fiz a vida dessas pessoas valer a pena, como elas fizeram a minha valer? Será que eu apenas sou uma imagem sem nome, uma foto destoada do passado, um rosto quase apagado na memória desse povo? Porque eu posso nem lembrar o nome de todas as pessoas que passaram pela minha vida, mas lembro com muita certeza de quase todas as pessoas que um dia, cruzaram pelo caminho que eu andei. Um caminho que não tem volta, e a cada dia, mais perto do fim.
Valeu por cada dia vivido! Valeu por cada pessoa que eu conheci! Valeu por tudo que eu sofri e aprendi…
Obrigado Deus pela vida e pelo caminho que o Senhor me deu.
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Ou Como Eu Aprendi a Parar de me Preocupar e a Amar Evangelismo. Leia o resto deste post »
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Pode parecer óbvio o título acima, e até de certa forma, ridículo. Mas a realidade de nossos dias é justamente essa: pessoas não são máquinas, pessoas são pessoas; pessoas não são números, pessoas são pessoas; pessoas não são projetos, programas ou eventos. São apenas seres humanos.