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Quando aprendi a andar,
Não me ensinaram a viver,
Porque a vida não tem manual.
Me deram apenas um livro em branco
E algumas canetas.
Eu tinha que escrever minha história.
Quando aprendi a enxergar,
Não me ensinaram a olhar pra trás,
Porque a vida é agora, é já
Me disseram apenas, vá em frente.
Siga o seu caminho, sua direção
Eu tinha que tomar decisões sozinho.
Quando aprendi a ouvir,
Não me ensinaram a prestar atenção,
Porque o mais importante, sou eu.
Mentiras me falaram, me fizeram crer
Que apenas o sentido da vida, é ser feliz.
Em tudo me fizeram errar.
Eu busco apenas o sentido da vida,
Quem pode me ouvir?
A liberdade que eu tenho,
Não me dá respostas.
As perguntas que meu coração faz
Pois não há razão na solidão.
Quando finalmente olhei pra trás
E prestei atenção no meu caminho.
pude perceber que andei errado.
Que eu não vivo só pra mim,
As pessoas dependem do meu amor,
Assim como eu dependo do seu.
Perdi tempo, a vida e oportunidades
De ser feliz, fazendo você feliz.
Pois afinal, é isso que importa.
Quando eu aprender a falar,
Vou dizer que o sentido da vida é você.
É interessante como algumas coisas acontecem por acaso, ou por coincidência, diriam algumas pessoas, mas ontem foi a segunda vez que “por acaso” assisto um episódio do seriado D. House.
Texto muito bom de uma grande amiga, grande jornalista, mais amada que uma irmã, Cibele, que retrata bem o tema de relacionamentos, tão conflitante nestes dias de pós-modernidade e vidas virtuais, aproveitem.

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