DICOTOMIA # 2 – Salvação ou Impunidade?

16 julho, 2007

Os textos que eu geralmente escrevo, são reflexos do que eu tenho observado na minha própria vida, e são apenas bases para uma reflexão maior e coletiva, portanto não coloco uma conclusão e sim, apenas um comentário meu do que eu desejo para mim.
Tenho vivido já alguns anos dentro da igreja (instituição) e confesso que tenho visto e sentido um movimento peculiar, uma certa alienação dos valores cristãos, principalmente no meio dos mais jovens, não de idade, mas na fé.
Temos esquecido pequenos detalhes que causam grandes problemas no futuro, isso graças a um sentimento que temos no nosso país e que vem se infiltrando na igreja; a impunidade.
Políticos, empresários, líderes e até mesmo pastores, fazem e desfazem como bem desejam, pois sabem que podem manipular as leis (humanas) ao seu favor. Mas Paulo nos adverte a um pensamento mais supremo: “Assim, pois, amados meus, como sempre obedecestes, não só na minha presença, porém, muito mais agora, na minha ausência, desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor;” – Filipenses 12;2.
Paulo está dizendo que os filipenses o obedecem muito mais na sua ausência do que na sua presença, ou seja, quando ele, Paulo, não está vendo o que eles estão fazendo, realizando, estando livres para cometerem qualquer tipo de obras. Há uma frase popular que diz: conhecemos o caráter de uma pessoa nos seus atos quando está só, e hoje, as pessoas estão vivendo para agradar seus líderes, seus pastores, seus desejos, para alcançar algum tipo de recompensa. E para tal, usam qualquer tipo de artifícios para isso, cientes que “o fim justifica os meios”, conforme pensamento de Maquiavel, com aquele sabor de impunidade por parte das igrejas.
Mas onde estão a Integridade, a Honestidade e a Verdade, tão comuns nas palavras de Jesus e dos apóstolos? Valores que estão sendo deixados de lado em prol de benefícios humanos.
Creio que desenvolver a salvação tem haver com atitudes diárias, boas atitudes, diga-se de passagem, principalmente quando ninguém está vendo.
É bom lermos em Hebreus 10; do 26 até o 31, o que o autor comenta sobre o fato do que acontece quando obtermos o conhecimento da verdade e da salvação e ainda assim, preferimos viver deliberadamente cometendo erros. Vale a pena lembrar ainda, o que Paulo recomenda em sua carta aos Romanos no capítulo 6, onde, por acaso, seria melhor continuar no pecado para alcançarmos mais graça de Deus? Claro que não, porque devemos “desenvolver” nossa salvação com temor e tremor. Com Deus não há impunidade, com certeza seremos cobrados de nossas atitudes. A salvação não é um fim, mas o começo para algo muito maior, a busca de um relacionamento mais íntimo e melhor com Deus. E eu prefiro a graça de Deus e não o seu juízo.

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