CALDO DE MOCOTÓ E CEBOLA

15 agosto, 2007

Antes que me questionem se eu mudei de temática, já vou esclarecendo: gosto de me utilizar do cotidiano para ilustrar minhas idéias e questionamentos, minhas inquietações e dúvidas. Outro dia, conversando com minha esposa, ela me perguntou algo sobre o cristianismo atual e imediatamente me vieram duas imagens, exatamente as do título desse texto.
Na realidade não imaginei o cristianismo moderno, pós-moderno, emergente ou pós-qualquer-coisa, mas imaginei O Cristianismo, o fundamento, atemporal e desligado de qualquer tipo de traços de culturas, e como esse fundamento não está sendo comunicado, até mesmo porque não é popular o tema, mas quem disse que Jesus foi popular? Pelo menos não para os “balas” da época. Você levantar o dedo na cara de um sistema tem um preço, e muitas vezes ele é muito alto.
Bom, por que o cristianismo é um caldo de mocotó? Simples, pelo próprio mocotó.
Mocotó pra quem não sabe é a canela do boi. Ela é composta de pouca carne em volta de um bom pedaço de osso e no meio, o tutano, como é popularmente conhecida a medula óssea. Então vamos por partes. A vida cristã é mais ou menos assim, quando você se descobre cristão, a vida é como a carne em volta do osso. Tudo é gostoso, a vida é saborosa, mas isso dura pouco, porque logo vem as provas e a dureza da vida, como o osso do mocotó. Depois que você passa pela provação, chega-se ao tutano. Aí sim pode-se dizer que chegamos ao melhor estágio do cristianismo. Porque é na essência do Tutano que está a parte mais forte e nutritiva do mocotó. É o tutano que nos interessa, o meio, o miolo, o centro. O centro da vida cristã é o próprio Senhor Jesus. Isso é o que nos interessa para viver. É onde se consegue a força para resistir a fraqueza “espiritual” do dia-a-dia.
E a cebola? Bom, a tese da cebola me foi apresentada por uma amiga minha. Ela comentou que certo dia ela estava no seu momento devocional, e se colocava como a coitadinha de Jesus, mas que de repente, ela percebendo sua atitude, começou a se “despir” das diversas capas e máscaras que ela assumiu e incorporou ao longo da sua vida cristã. Assim como descascamos as diversas camada da cebola, o que fica é o miolo. Aquilo que nós somos realmente, ou apenas aquilo que nós significamos para Deus. Somos seus filhos. Apenas isso, e isso é o suficiente para Ele. Nada mais que eu possa fazer ou deixar de fazer para Deus, vai mudar o seu conceito ou o seu amor por mim.
Como você pode ver, o cristianismo é simples, nós que vamos “recheando” de regras e rituais humanos ou apenas vamos vivendo na superficialidade dele, sem chegarmos ao que interessa realmente, o centro.
No centro do cristianismo sou filho de Deus. No centro do cristianismo, Deus me alimenta e me supri de tal modo, que não há fraqueza que me derrube. E olha que um bom caldo de mocotó com cebola é uma delícia.
Experimente! Os dois, o caldo e o cristianismo.

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