Paixão ou amor?

29 novembro, 2007

Ontem, enquanto eu trabalhava, comecei a lembrar dos meus primeiros dias como cristão, do amor a Deus e ao próximo, da sede por saber mais do Pai… confesso que hoje parece que esse amor deu uma esfriada.

Parece que o dia a dia embrutece a pessoa, gela o coração e nos afasta da presença do amor de Deus. Confesso mais uma vez que preciso voltar a ter essa vontade, esse amor por Deus e por tudo que Ele faz. Sinto falta da fé simples, que apenas acredita que fomos feitos a sua imagem e semelhança, que Jesus foi enviado para nos amar e salvar, sofrer e padecer por nós.

Hoje, as pessoas discutem detalhes, detalhes e mais detalhes que não fazem diferença, o amor de Deus continua o mesmo. Sabe aquela coisa da letra que mata?! Pois é, as pessoas andam matando umas as outras pela letra, vírgula e travessão.

Quero sentir o amor, pelos poros, pelos povos e por Deus. Amor incondicional, que ajuda sem medida, sem intenção de volta. Sem intenção de mudar as pessoas, mas que muda, pois é impossível ficar indiferente a esse amor. Amor que não fala, age. Amor que não escolhe, faz. Amor que não se mede, amor que não se pede… se dá!

Quero amar. Mesmo que você não me peça, mesmo que você não mereça. Pois eu não merecia, e fui amado. E com a mesma medida que eu fui medido, meço, distribuo e de graça, pois de graça recebi. Quero deixar de lado a paixão, paixão pela minha vida, pelo meus desejos, pelo meu umbigo. A paixão que arde, queima e some, ficam as cinzas.

Te desafio hoje, a entrar nessa corrente do bem, do amor, que teve começo mas nunca terá fim. Olhar pra o meu senhor na cruz e lembrar, que foi por mim, foi por você, foi pela humanidade, foi por amor, um tão doce amor que nos constrange, nos faz chorar. Sentir a dor de não amar.

A ninguém devemos nada, a não ser o amor.

Uma resposta to “Paixão ou amor?”

  1. cibeletenorio Says:

    Vivemos como igreja uma crise de fé, e eu que pensava que nunca iria ser afetada por isso, me enganei. Complicamos tanto, tando, e quando nos deparamos com a simplicidade a gente acha estranho.
    Se alguém tivesse dito no começo (Jesus disse, não tenho desculpas) que era tudo uma questão de amor, as coisas teriam sido menos complicadas.
    Diante disso, vivemos (digo isso no plural, pois seis que são experiências conjuntas nossas) o desafio de voltar à simplicidade do que cremos, dos nossos valores. E voltar quebrando paradigmas, isso sim é complicado, poré, quero crer, não impossível!

    Saudades!


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