Tolerância zero

18 junho, 2008

Uma escola do ensino médio da região rural da Tailândia inaugurou um “Banheiro Travesti” para o número cada vez maior de alunos que se vestem como o sexo oposto.
A escola Kampang, no nordeste da Tailândia, realizou uma pesquisa no último semestre que mostrou que mais de 200 de seus 2,600 alunos se consideram travestis, afirmou o diretor da escola Sitisak Sumontha.
Assim, quando voltaram às aulas, a escola inaugurou um banheiro unissex representado por uma figura humana dividida ao meio, metade homem em azul e metade mulher em vermelho. Abaixo do símbolo se lê: “Banheiro Travesti”.
Três estudantes transgêneros saudavam a iniciativa enquanto tiravam a sobrancelha e passavam base diante do espelho.
“Eu fiquei muito feliz com isso”, disse Vichai Sangsakul, um adolescente com cabelos longos e mechas cor-de-rosa. “Ir ao banheiro das mulheres não parece certo. O que as pessoas iriam pensar?”
A maioria dos tailandeses rurais são muito conservadores, mas a iniciativa do banheiro dessa escola reflete outro aspecto da sociedade: sua tolerância em relação à comunidade transexual e travesti do país.
“Esses estudantes querem poder ir ao banheiro em paz sem medo de recriminações”, disse o diretor da escola. Segundo ele, usar o banheiro feminino deixava os outros alunos desconfortáveis e usar o dos homens geralmente resultava em ataques.
“Eles não têm problemas com travestis, mas freqüentar o mesmo banheiro gerava desconforto”, ele disse. “Os jovens travestis podem se comportar de forma mais efeminada do que as meninas, mas sua anatomia ainda é a de um menino”.
Ele disse que o conceito reflete uma crescente necessidade em escolas e universidades tailandesas.
Kampang não é a primeira instituição educacional da Tailândia a estabelecer banheiros para travestis, apesar de Sitisak dizer que acredita que esa seja a primeira vez em uma escola de ensino fundamental.

Fonte: Último Segundo (Ig)

Nota:Você pode torcer o nariz pra essa matéria, mas uma coisa temos que concordar, olhar para as pessoas e lembrar que elas necessitam de um local seguro para viver, seja na escola, na rua ou no trabalho, independente de raça, cor, credo e opção sexual. E a tal escola, olhou primeiramente para a integridade física de seus alunos, e a segurança deles, antes de perceber suas opções sexuais.

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