Percepção da vida

21 agosto, 2008

Ontem, mais uma vez, estava eu sentado no sofá, sem sono em plena madrugada assistindo Dr. House. E o interessante é que o jeito sarcástico e ácido dele nos envolve, para irmos até o fim. Talvez por torcer para ele estar errado, rsrs.

Mas ontem, o que me chamou atenção foi a percepção, tanto dele como dos demais personagens, em relação a investigação da vida dos pacientes para descobrir as doenças. Primeiro, achei curioso o preconceito.

O episódio mostrava House voltando de uma viagem à Ásia acompanhado da Dra. Lisa Cuddy, e um cidadão coreano começa a passar mal no avião. A primeira vista parece uma doença infecto contagiosa grave, e especula-se até que a pessoa carregava drogas no estômago (preconceito), como ninguém falava coreano a bordo, ficou difícil descobrir o que ele tinha, enquanto isso, seus discípulos estavam encarregados de descobrir a doença de uma senhora, que além de lésbica tinha usado drogas também, mas só descobriram isso porque ela havia falado, senão nem teriam suspeitado, e isso de uma certa forma, não deixa de ser também um preconceito, mesmo que ao contrário.

Fiquei refletindo como nós somos preconceituosos e precipitados nas nossas conclusões. Olhamos para uma nacionalidade, ou aspecto visual de uma pessoa, seu comportamento ou forma de se vestir, e a partir daí, julgamos o caráter dela. Triste isso.

E mesmo que essa pessoa tenha um desvio de caráter, isso não me impede de me relacionar com ela, afinal mau-caratismo não é doença, e muito menos contagiosa. Jesus em momento algum se desviou de doentes, ladrões, prostitutas e endemoninhados, mas com um olhar de amor, percebeu a necessidade de cada um, conversou com eles, e os curou. Muitas vezes, as pessoas acham que a cura é por um determinado caminho, mas Jesus agia soberana e livremente, pois sabia o que era melhor para alcançar os objetivos com determinada pessoa, e dessa forma, ia contra a maré de opiniões e sugestões populares e de conhecedores da lei.

House age dessa forma. Ele tem uma percepção criteriosa por detalhes, e muitos deles determinam o melhor tratamento e a cura. Claro que ele não é Jesus, até porque eu acredito que Jesus não foi e nem é sarcástico e ácido, mas é a sua busca pelos detalhes, indo mais a fundo na vida da pessoa, não se limitando ao que ele vê na superfície é o que ele aproveita para seus diagnósticos.

Ele salvou a vida do coreano, quando percebeu que ele apenas estava sofrendo de descompressão, por ser mergulhador, nada mais.

Gostaria de adotar para minha vida, essa percepção. De perceber os detalhes da vida das pessoas, indiferente do que elas sejam ou façam. Quem sabe assim, posso ser mais agradável as pessoas e menos ácido.

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