Todo homem morre, mas poucos sabem viver.

27 outubro, 2008

Essa frase, foi dita por Mel Gibson no final Coração Valente, que ontem assisti pela enésima vez. E ela me fez pensar em algumas coisas. Já disse anteriormente, que gosto de filmes que me façam pensar. E esse é um dos clássicos que sempre que assisto, penso em algo novo.

Primeiro, a questão da pergunta. A própria Bíblia diz que cabe ao homem morrer uma só vez, ou seja, todos morreremos, mais dia menos dia. Mas o problema não está somente em morrer, mas sim, como vivemos. Tem aquela velha frase: Pra tudo na vida se dá um jeito, menos para a morte! Eu não concordo plenamente com ela, porque creio que sua morte (ou vida pós morte, se preferir) é reflexo da sua vida hoje. Pensando desse modo, então se você viver sabiamente, você dará um jeito para sua morte também.

Há pessoas que vivem pensando que estão vivendo, mas são verdadeiros cadáveres ambulantes. Sem amor, sem vontade, sem vida. Viver sabiamente não é ter tudo, ser rico ou coisas do tipo. Mas saber aproveitar o tempo, saber o seu rumo e sua direção, conhecer o propósito da vida e viver por ele, através dele e para ele.

Mas no filme, tem outros momentos e frases interessantes.

Unifique os clãs.

Em certo momento, Wallace pede a Robert, sucessor legítimo ao trono da Escócia, que unifique os clãs, que todos sejam um e lute por uma causa única. Dessa forma, não teria como a Inglaterra vencé-los.

Engraçado que essa é uma verdade bíblica que não é muito pregada. No evangelho de João, capítulo 17, Jesus faz uma oração ao Pai e clama que todos nós sejamos um, assim como Ele é com o Pai, e desta forma, o mundo saberia QUEM nos enviou. Ainda em Ezequiel 11; 19, Deus diz que nos dará um coração único, sem divisões, um coração de carne e não de pedra. E só através de Jesus isso é possível.

No filme, só Robert de Bruce seria capaz de unificar os clãs. Na nossa vida, só Jesus é capaz de unir sua igreja e nos levar diante do Pai.

Traição

Wallace fica desconsolado quando descobre a traição dos nobres da Escócia. A situação piora quando ele descobre, que o homem que ele confiara a unificacção da Escócia, também traiu sua confiança. Ele perde suas forças e quase morre.

A pior coisa que pode existir em uma comunidade, seja institucionalizada ou não, é a perda da confiança. Se você não se sente seguro, você não será 100%  naquele local. Você sempre vai esperar que alguém pise na bola, e isso é péssimo. Líderes além de serem bons pregadores, pastores, administradores, tem que ser, em primeiro lugar, pessoas que gerem confiança no povo. Sem isso, é impossível ter um só coração.

Morrer por uma causa

Novamente, voltamos a frase título deste post. Se ele, William Wallace, aceitasse o perdão do rei da Inglaterra ou pedisse sua misericórdia, estaria traindo os ideais de luta que ele mesmo colocara no povo da Escócia. Ele salvaria sua vida, mas mataria a esperança de liberdade do povo.

Bem antes disso, se não me engano na batalha de Fallkirk, Wallace provoca o povo, desafiando-os a batalha, à luta, dizendo: Vocês podem se arriscar e lutar e morrer, ou vocês podem voltar para suas casas, e viverem… por algum tempo mais, mas com certeza, quando a morte chegar, vocês vão desejar voltar a esse lugar e a esse momento, para querer viver.

Morrer por uma causa ou ideal, não é tolice. Confesso que idealizo isso, mas não sei se teria coragem pra isso. Mas nem mesmo Wallace tinha. Ele, momentos antes de sua agônia, ora, pedindo ajuda a Deus para suportar tudo. Jesus fez o mesmo.

No Getsemani, Jesus ora pedindo ao Pai para afastar a dor e o cálice. Mas ele sabia que era preciso morrer para que os homens tivessem liberdade. Ele se entregou por nós.

Seria, uma vontade de Mel Gibson, transformar Willian Wallace numa figura de Cristo? Ou talvez, a história o teria inspirado para anos depois filmar A Paixão de Cristo? Perguntas pertinentes, mas não tão importantes para nós, pois o que importa é, como você está vivendo, ou como você está se preparando para a morte? O que você faz, tem fruto positivo na eternidade?

Willian Wallace, um fazendeiro plebeu do interior da Escócia, foi tão importante na história do seu país e na história da Grã Bretanha, que seu sangue persite na realeza até hoje. O sangue de Cristo é muito mais importante para cada um de nós, pois até hoje, ele insiste em salvar o homem e levá-lo à liberdade espiritual, mudando a minha história, a sua história e a história de toda humanidade.

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