Relacionamento x Ativismo

21 novembro, 2008

Tenho lido e acompanhado a viagem do sandro baggio pela Alemanha através do seu blog (clique aqui), e o que chama atenção, não só dele, mas acho que de todos que seguem essa leitura, é a necessidade dos jovens alemães de terem relacionamentos entre si. E de uma certa forma, isso também reflete no relacionamento deles com o Pai.

O ruim em se viver em uma igreja corporativista ou empresa, se preferir, é o lance do ativismo, ou seja, vc vale o que vc faz. O seu valor é relativo ao grau de atividade e o quanto vc se empenha em realizar essa atividade, não importando o que vc é o que vc tem de necessidades.

Vc vai ser conhecido pelo cargo ou função exercida, como por exemplo, Fulano diácono ou Beltrano pastor, ou Qualquer Coisa líder. Aliás, a igreja tem se tornado uma aldeia de muitos caciques e poucos índios.

Um detalhe de tudo isso: eu mesmo sou uma pessoa que é motivada por tarefa, ou seja, só descanso quando cumpro com o determinado para eu executar. Isso poderia gerar em mim um ativismo desenfreado. Graças a Deus, casei-me com uma mulher que é motivada por pessoas, ama conversar e estar em contato com outras pessoas, e deixa qualquer tarefa por uma boa conversa e uma xícara de cappuccino. Assim, nós nos equilibramos.

Mas mesmo assim, antes mesmo de ter conhecido Cléa, eu ansiava por um relacionamento maior com Deus, juntamente com uma melhoria de relacionamento com o meu próximo. O meu próximo, é o caminho que me conduz a Deus. Por quê? Simples. Só posso vivenciar o amor e praticá-lo com outra pessoa, o amor não tem valor para mim mesmo. Isso é egoísmo. Quando faço algo para o próximo, devo fazer como se fosse para mim mesmo. Ame ao próximo como a ti mesmo, disse Jesus.

E amar o meu irmão, também é fácil. Amar o estranho, o diferente, quem está fora do nosso círculo social é complicado. Mas esse deve ser o nosso alvo, pois ai sim seremos cristãos. Tudo isso é baseado no relacionamento, não são atividades. Posso ter a atividade de levar sopão para os mais carentes, mas se não tiver amor em fazer, é mera atividade, mais nada. Acho que alguém já escreveu isso…

A atividade deve ser a demonstração do amor em ação, a ação sempre vai ser gerada pelo amor. O ativismo é incapaz de gerar amor em nós. Jesus sabia disso, acho que foi por isso que ele perdia tempo, conversando com as pessoas em beira de poço, na estrada, em velórios… depois da conversa, vinha a ação milagrosa, a cura e a salvação. O relacionamento (com Deus e o próximo) precede a ação.

Uma resposta to “Relacionamento x Ativismo”

  1. adelson Says:

    Gostei muito desta materia estarei ligado emvoce no bom sentido


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