Crise nas infinitas terras 2

4 setembro, 2010

“Assim, aquele que julga estar firme, cuide-se para que não caia!

I Coríntios 10;12

“Mas quem ouve estas minhas palavras e não as pratica é como um insensato que construiu a sua casa sobre a areia.Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram contra aquela casa, e ela caiu. E foi grande a sua queda”.

Mateus 7; 26 e 27

“Vocês são o sal da terra. Mas se o sal perder o seu sabor, como restaurá-lo? Não servirá para nada, exceto para ser jogado fora e pisado pelos homens.”

Mateus 5;13

De uns tempos para cá, venho pensando em um tema recorrente: ser o que não é ou viver uma vida que não tenho. Um tempo atrás, eu costumava falar aos quatro ventos, o que eu era, ou melhor, o que eu pensava ser: crente. Vou exemplificar de outra maneira. No meu trabalho, um dia, chegou uma pessoa que se dizia crente. E batia no peito falando que iria se casar virgem, e outros assuntos deste tipo. Algum tempo depois, essa mesma pessoa, chegou preocupada, pois acreditava que a noiva estava grávida. Ai eu brinquei: ” Então você tem duas preocupações, primeiro saber se sua noiva está realmente grávida, e a segunda, saber quem é o pai da criança.” – Já que iria se casar virgem, então só posso pensar em duas hipóteses para a gravidez da noiva; ou foi o espírito santo ou outra pessoa!

É incrível como falamos o que não somos, e não vivemos o que falamos. É fácil falar que somos  santos, mas ser santo é mais profundo. É fácil termos uma postura de cristãos, mas sermos verdadeiramente é mais complicado.

Por isso pensei nestes textos que abrem esse post.

Sempre pensamos que estamos firmes, bem alicerçados em nossas próprias convicções de cristianismo, em nossas idéias de santidade por ações e palavras. É como diz no segundo texto, nós sempre ouvimos as palavras de Jesus, mas não praticamos. É mais fácil reproduzir como papagaios o que ouvimos, mas não paramos para pensar na profundidade de nossas ações, ou melhor, na importância de nossas palavras.

Pior que isso. Sempre acreditamos que somos nós os mais importantes no contexto espiritual. Que engano! Jesus nos diz no sermão do monte que somos o sal da terra. E se formos parar para pensar na ação do sal, descobriremos que ele salga, ou seja, conserva os alimentos e dá sede nas pessoas. E é essa nossa função como sal. Dar sede nas pessoas. Sede para que queiram conhecer a Jesus. Em nenhum lugar na Bíblia lemos que somos a água ou temos a função de água. O que chega mais próximo disso, é o texto de João 4, onde Jesus conversa com a samaritana na fonte de água. Que se “Ele” nos der a água, ela fluirá de dentro de nós como rios de águas vivas. Nós seremos como rios, mas a fonte dessas águas é Jesus. Ele é o mais importante no contexto espiritual.

E se nós não exercemos nosso papel, só nos resta algo, sermos pisados pelos homens, ou melhor, sermos piada, uma caricatura de cristãos.

Nossas vidas tem que nos conduzir para Ele. Nossas ações tem que levar as pessoas a Ele. Somos o rio que leva até o mar, nunca seremos o fim, e sim o meio. Temos que cuidar que nossas vidas sejam coerentes com nossa fé, e não com nossas convicções mundanas de fé. Ou, quando será que o que nós falarmos andará em conformidade com o que nós fizermos?

Vivemos um tempo de fé cínica.

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