Filhos do CMF, a história não contada

12 novembro, 2012

Há muito tempo atrás, havia um grupo de jovens tristes em ver como a grande maioria dos jovens que curtiam rock viviam. Sem perspectiva de futuro, bêbados e jogados à margem da sociedade. Eles se uniram e formaram um grupo que saia a noite para levar esperança e conforto, e uma palavra de salvação. Andavam pelos bares e shows de metal. Um trabalho inovador e muitas vezes sem compreensão. Antes deles, no Brasil, não havia ninguém que fizesse o trabalho. Com o apoio de uma igreja pequena, mas com grande visão, eles seguiam em frente. O apoio era apenas espiritual, não havia dinheiro e nem muito menos grandes eventos.

Sem muita pretensão, mas com muita vontade e oração, eles seguiam adiante, e Deus, ia acrescentando mais pessoas. Tudo era em comum, as alegrias, o choro, as vitórias, o partir do pão. Foi então que alguém sugeriu em nomear, dar um rótulo ao novo ministério. Então surgia o CMF, Christian Metal Force.

Tudo ia bem, muitos jovens se convertiam ao Senhor naqueles meses.

Mas surgiu uma proposta inesperada, ajuntar-se a uma grande igreja e ter apoio para trabalhos maiores. Eles aceitaram, e dai, o nome CMF foi divulgado para um grupo maior de pessoas, grandes eventos começaram a acontecer, bandas começaram a surgir,e um número cada vez maior de jovens se agregavam ao ministério. Foi preciso dividir a reunião aos sábados em dois grandes grupos, pois o espaço dentro da grande igreja era pequeno. Surgiam as camisetas das bandas formadas, com mensagens cristã na linguagem destes jovens. Formou-se a cultura “white metal”.

Mas, dentro do grupo que começara o trabalho, ainda havia uma tristeza. E eles se juntaram e buscaram em Deus a resposta. Depois de alguns meses, um número de aproximadamente 20 pessoas se desligaram do CMF, todos do grupo inicial e alguns que vieram depois. Mas o ministério não parou, cresceu cada vez mais. Ao ponto de gerar igrejas e novos ministérios, novas bandas e a cultura “white metal” prosperava.

Depois de alguns anos, vendo algumas fotos de Marchas para Jesus e coisas do tipo, eu percebo que fiz a escolha certa. Vejo um grande número de jovens, de pretos, cabelos esquisitos e fazendo poses agressivas, mas não consigo enxergar o espírito de ousadia que pertence aos “rockers”. Passada uma geração que não conhece a verdadeira história do rock cristão no Brasil, eu os vejo como orfãos, desamparados de pais e amparados por instituições, que legalmente detém o pátrio poder, mas não a paternidade.

Não estou aqui defendendo um grupo e acusando outro, pois ambos erraram, cada um dentro de circunstâncias diferentes. Estou aqui defendendo o Evangelho de Jesus, suas palavras e sua vida, para que sejamos seus imitadores. Sei que vou receber críticas e até ofensas, não me importo. Para mim, o viver seja Cristo e o morrer é lucro.

Mas me entristeço em ver como toda essa história e essas pessoas estão hoje. Sou também um filho do CMF, e desejo e oro, para que o ministério cresça sim, enraizado na rocha que é Jesus, gerando frutos de arrependimento, crescendo na graça, no amor e na comunhão, fazendo discípulos e os batizando.

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